10 de julho: dia para celebrar um marco da culinária ocidental. A redonda, cheia de queijo e outras delícias variadas, a italiana pizza (ou "piza", em Portugal), palavra que entrou de vez no vocabulário da nossa língua, gosto que ganhou o paladar de metade do mundo.A pizza, filha dos "pães sírios" (o pão em forma de disco era presente em culturas antigas, como a egípcia, a hebraica e a grega), apareceu pela primeira vez entre os turcos, na Idade Média. Com as cruzadas, a delícia foi levada para Nápoles - considerada o berço da pizza. Dobrada, como um calzone, era o "prensadão" ou "dogão" daquela época: alimento barato, com ingredientes comuns - na época, queijo, toucinho e peixe frito.
Mas foi depois de Colombo chegar às terras dos índios pelados que a redonda ganhou mais vida. O tomate não existia no Velho Mundo: é típico da América Central - assim como a batata e o abacate. Com um tomatinho ali, na muçarela derretida, a pizza ganhou o mundo: no início, apenas em colônias italianas espalhadas pelos continentes. Depois, toda São Paulo, Nova Iorque inteira e, por fim, a civilização judaico-cristã-ocidental!
Desde os sabores tradicionais, como a muçarela e a calabreza, até os mais esquisitos, como a pizza de sorvete, a pizza ganhou uma variedade infinita de ingredientes e combinações, agradando os mais variados paladares.
Acabar em pizza... Que essa expressão perca a conotação criminosa. Afinal, aqueles que lutam para que "tudo acabe em pizza" não merecem nem a borda!









